O bispo Edir Macedo, que tem fortuna estimada em quase R$ 2 bilhões, segundo a Forbes
"Religião sempre foi um negócio lucrativo." Assim começa uma reportagem da revista "Forbes" sobre os milionários bispos fundadores das maiores igrejas evangélicas do Brasil --Edir Macedo, Silas Malafaia, Valdemiro Santiago, R. R. Soares, entre outros.
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Hoje, os católicos romanos somam 64,6% da população, ou 123 milhões de brasileiros. Os evangélicos, por sua vez, já somam 42 milhões, em uma população total de 191 milhões de pessoas.
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Enquanto o cainda prega um olhar conservador sobre o além-vida, os evangélicos --sobretudo os neopentecostais-- são ensinados a ter prosperidade nesta vida.
A fórmula parece estar funcionando. De acordo com a revista, os evangélicos formam uma parte da nova classe média brasileira, conhecida como classe C. Enquanto isso, os mais ricos e os mais pobres permanecem católicos.
Os evangélicos não só usufruem de seus bens, como doam uma parte de sua renda à igreja --quantia conhecida como "dízimo". Tal ato faz com que certas igrejas sejam negócios altamente lucrativos, e seus líderes, milionários. É a chamada "indústria da fé".
Entre os exemplos de líderes bem-sucedidos, a "Forbes" aponta o bispo Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus.
Com templos até nos Estados Unidos, o bispo Macedo é o pastor mais rico do Brasil, com uma fortuna estimada em quase R$ 2 bilhões.
Ele é frequentemente envolvido em escândalos, entre eles o de desviar fundos destinados à caridade. Mas nem estas denúncias fizeram os fiéis desistirem.
Macedo tem 10 milhões de livros vendidos, alguns deles extremamente críticos à Igreja Católica e a algumas religiões africanas.
Seu maior movimento aconteceu na década de 1980, quando adquiriu a rede Record, a segunda maior emissora do Brasil. Além disso, é dono do jornal "Folha Universal", que tem uma circulação de 2,5 milhões de exemplares, e da gravadora Record News.
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Entre outros pastores citados pela Forbes, estão Silas Malafaia, R. R. Soares, Estevan Hernandes Filhos e a bispa Sônia.
Muitos pastores brasileiros conseguiram passaportes diplomáticos nos últimos anos. Alguns, especialmente os mais ricos, são cortejados por políticos em época de eleições. Para finalizar, igrejas são isentas de impostos.
Do UOL, em São Paulo 18/01/2013 13h20
http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/01/18/forbes-lista-os-seis-lideres-milionarios-evangelicos-no-brasil.htm
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